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A erupção vulcânica de Cumbre Vieja, na ilha espanhola de La Palma, pode durar entre 24 e 84 dias, com média geométrica de cerca de 55 dias, segundo cálculos do Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan).

O instituto explicou, por meio das redes sociais, que a duração da erupção é uma das perguntas que os especialistas fazem frequentemente e, embora não seja fácil de responder, pode ser calculada utilizando os dados conhecidos sobre a duração das erupções históricas que ocorreram na ilha de La Palma.

De acordo com esses dados, a última erupção vulcânica na ilha, a de Teneguía em 1971, durou 24 dias; a de San Juan em 1949, 47 dias, e a de Charco em 1712, 56 dias.

A erupção do vulcão San Antonio, datada entre 1667 e 1678, durou 66 dias; a do Tigalate, em 1646, durou 82 dias e a de Tehuya, em 1585, 84 dias.

O Invocan também informou que, segundo as suas medições, a erupção vulcânica em La Palma emitiu diariamente entre 6.140 e 11.500 toneladas de dióxido de enxofre (SO2) para a atmosfera.

O instituto diz que a área afetada pelos fluxos de lava, desde domingo (19), totaliza agora 153 hectares, com base em imagens de satélite do programa europeu Copernicus.


A capacidade de adaptação dos países às mudanças causadas pelo aquecimento global pode acabar, caso as emissões de gases de efeito estufa não sejam drasticamente reduzidos nesta década. Segundo relatório da Chatham House, think tank (instituições que se dedicam a produzir conhecimento sobre temas políticos, econômicos ou científicos) britânica de pesquisa sobre o desenvolvimento internacional, fundada em 1920, as mudanças podem ser irreversíveis entre 2040 e 2050.

O alerta está na Avaliação de Riscos das Mudanças Climáticas, documento desenvolvido para subsidiar as tomadas de decisões dos chefes de Governo e ministros antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), marcada para ocorrer de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Para o pesquisador sênior do Programa de Meio Ambiente e Sociedade da Chatham House, Daniel Quiggin, um dos autores do relatório, as metas estabelecidas por muitos países para neutralizar as emissões de carbono e a maior ambição com relação às metas nacionais de redução de gases de efeito estufa são uma esperança. Embora, segundo ele, não passem de promessas.

“Muitos países não têm políticas, regulamentações, legislação, incentivos e mecanismos de mercado proporcionais para realmente cumprir essas metas. Além disso, os NDCs [da sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada] revisados globalmente ainda não fornecem uma boa chance de evitar o aquecimento em 2ºC. Devemos lembrar que muitos cientistas do clima estão preocupados que, além dos 2ºC, uma mudança climática descontrolada possa ser iniciada”, alerta.

As metas nacionais foram determinadas a partir do Acordo de Paris, tratado negociado durante a COP21, em 2015, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. O acordo rege a redução de emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020, para tentar manter o aquecimento global abaixo de 2ºC até o fim do século, num contexto de desenvolvimento sustentável.

Quiggin alerta que as metas definidas ainda não garantem a neutralidade do carbono.

“O balanço zero líquido das emissões depende de tecnologias de emissão negativa, que atualmente não são comprovadas empiricamente em escala comercial. Em resumo, as metas que os países buscam estão se movendo na direção certa, mas ainda não conseguem evitar a devastadora mudança climática. E as políticas de apoio às metas existentes são insuficientes para atingir essas metas”, disse.


O brasileiro e ex-fuzileiro naval da marinha dos Estados Unidos, Alexandre Danielli, que atuou no Afeganistão, revelou que o grupo Talibã tinha planos de realizar um ataque terrorista a procissão de Nossa Senhora de Aparecida, no estado de São Paulo.

Em entrevista concedida a Mauricio Meirelles, no Achismos Podcast, Danielli narrou o momento em que obteve os documentos com o planejamento do movimento fundamentalista e nacionalista islâmico.

“Uma vez me chamaram porque eu falava português numa pequena base Talibã que eles tinham destruído. Quando eu cheguei lá de helicóptero, no meio da noite, fui ver toda uma documentação analisando quanto de C4 (explosivo) precisava pra fazer uma bomba pra matar o máximo de pessoas na procissão de Nossa Senhora de Aparecida, em São Paulo. Pra eles é um prato cheio, né? Imagina um homem bomba explode ali na procissão. Mata quantas pessoas?”, disse.

“Eu não sei se tu sabe, mas o Talibã acredita fielmente que aqui é o inferno. A Terra é o inferno e a única porta para ir ao paraíso encontrar o Alá é matar um infiel. Quem são os infiéis? São os cristãos, católicos, ateus, ou qualquer outra religião que não seja a deles. Por isso que eles querem matar as pessoas que não são mulçumanas”, acrescentou Danielli.

Para o veterano de guerra, os países que estão recebendo refugiados afegãos precisam criar um sistema de segurança altamente eficiente para evitar que terroristas infiltrados nesses grupos também entrem em seus territórios.


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton participaram neste sábado (11), em Nova York, de cerimônia que marcou os 20 anos dos atentados de 11 de setembro. A Bandeira dos Estados Unidos foi levada até o memorial de Manhattan, local onde estavam as duas torres gémeas que caíram durante os ataques.

Quase 3 mil pessoas, cujos nomes foram lembrados na cerimônia, morreram nos ataques.

Um momento de silêncio foi observado às 8h46 (horário local), hora precisa em que o primeiro avião, desviado pelos terroristas da Al Qaeda, bateu na Torre Norte.

Em mensagem de vídeo divulgada na sexta-feira (10), o presidente Joe Biden pediu a união dos americanos. ” Testemunhamos as forças mais sombrias da natureza humana, medo, raiva, ressentimento e violência, e vimos a unidade nacional. aprendemos que a unidade é a única coisa que nunca deve ser quebrada. Unidade é o que torna o que somos, a América no seu melhor. Para mim, essa é a lição central do 11 de Setembro”.

Barack Obama

O ex-presidente Barack Obama lembrou os “heróis” do 11 de setembro de 2001, bem como os dos anos que se seguiram.

Ele destacou que a imagem que ficou daquele dia, juntamente com a da mulher, Michelle, não foram os destroços e a destruição, “mas as pessoas”.

Citou os bombeiros que subiram as escadas, enquanto outros corriam, e os voluntários que cruzaram o país nos dias que se seguiram.

Atentados

Em 11 de setembro de 2001, dois aviões de passageiros bateram, com alguns minutos de intervalo, nas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, provocando o seu desabamento poucas horas após o impacto.

Um terceiro avião pilotado por terroristas colidiu pouco depois contra o edifício do Pentágono e um quarto avião caiu em um descampado em Shanksville, no estado da Pensilvânia, após os passageiros e tripulantes terem tentado tomar o controle do aparelho.

Os atentados praticados por membros do grupo terrorista Al Qaeda causaram a morte de cerca de 3 mil pessoas. (bahia.ba)


Dois jornalistas que cobriam um protesto de mulheres na região oeste de Cabul, no Afeganistão, foram presos e torturados pela milícia fundamentalista islâmica Talibã.

O incidente ocorre horas depois de o grupo que governa o Afeganistão decretar a proibição de manifestações sem prévia autorização do regime.

“Quando eu e Naqdi chegamos ao local do ato com as câmeras e equipamentos, tivemos de esperar 20 minutos até o início do protesto. Decidimos fazer algumas tomadas de vídeo. No momento em que alguns talibãs se aproximaram, escondi a câmera. As mulheres tentaram intervir, mas eles nos levaram e conduziram outro homem conosco. Ao entrarmos na delegacia, vimos que espancavam o homem com toda a força. Fiquei chocado”, relatou Taqi Daryabi, de 22 anos, ao jornal Correio Braziliense, por meio do WhatsApp.

De acordo com Daryabi, cerca de 10 policiais talibãs o cercaram e começaram a espancá-lo, em uma sala anexa. “Eles me bateram com chicotes. Usaram uma haste elétrica e tudo o que tinham em mãos. Torturaram-me por 10 minutos, até que perdi a energia e desmaiei. Assim que recuperei a consciência e percebi minha situação, pararam com o espancamento e me levaram a outra sala, onde havia 10 pessoas acusadas de crimes”, afirmou. “Eu estava sem energia e não conseguia me mover. Um dos presos me ajudou a deitar-me.” Depois de cinco minutos, Naqdi foi levado ao recinto. “Estava na mesma condição que eu. Após quatro horas, fomos soltos e voltamos à Redação”, disse Daryabi.

O diário também falou com outro repórter, Nematullah Naqdi. “Os talibãs me conduziram a uma sala separada e, sem me explicar por que fui preso, tomaram meu celular e o desligaram. Amarram minhas mãos atrás da cabeça e ataram minhas pernas. Cinco talibãs começaram a me golpear com violência. Também me deram choques. Apanhei durante 10 a 15 minutos. Chutaram minha cabeça e meu rosto. Desmaiei quatro vezes. Eu dizia a eles que sou jornalista, mas não se importavam com isso”, relatou. “Meu corpo inteiro dói. Tudo, dos joelhos aos pés. Um dos meus olhos sangra, minha orelha esquerda levou tapas, e não consigo escutar direito. Meu corpo inteiro está despedaçado.”

Ao saber que Daryabi e Naqdi tinham sido detidos, o também repórter Aber Shaygan e o editor Khadem Hussain Karimi se dirigiram à delegacia. “O Talibã os espancou severamente e torturou-os com cabos, cassetetes, chutes e coronhadas. Cada um deles desmaiou por várias vezes e todos foram levados ao hospital”, afirmou Shaygan, 23, à reportagem. Segundo ele, Daryabi e Naqdi mal conseguiam caminhar, quando entraram na Redação. (Mídia Bahia)


Pelo menos 41 presidiários morreram e mais de 70 ficaram feridos após um incêndio atingir uma prisão superlotada na província de Banten, na Indonésia, na madrugada desta quarta-feira (08/09).

Conforme informações da agência Reuters, o fogo atingiu o Bloco C da Prisão de Tangerang, por volta de 1h. A causa ainda está sendo investigada pelas autoridades locais.
De acordo com a porta-voz do departamento penitenciário do Ministério da Lei e dos Direitos Humanos, o fogo foi extinto e as autoridades ainda evacuam a instalação.

Ainda não foram confirmadas quantas pessoas estavam presentes durante o incêndio, mas a prisão de Tangerang abriga mais de 2 mil presos, e tem capacidade para 600 pessoas.

“A suspeita inicial é que foi por causa de um curto-circuito elétrico”, disse um porta-voz da polícia local. (Informe Baiano)


Após a chegada do furacão Ida na costa perto de Port Fourchon, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos neste domingo (29), mais de 500 mil pessoas estão sem energia elétrica na região.

O furacão Ida enfraqueceu ligeiramente para uma tempestade de categoria 3 com ventos máximos de 200 km/h, de acordo com a última atualização do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na siga em inglês).

O fenômeno de categoria 4 é considerado extremamente perigoso, pois apresenta ventos de cerca de 240 km/h, de acordo com centro de pesquisa norte-americano.

Já há abrigos para acolher 1.900 pessoas em várias cidades do estado de Louisiana. Autoridades pedem que a população fique em casa, porque os ventos fortes têm gerado grandes estragos. (Voz da Bahia)


O grupo fundamentalista islâmico Talibã ameaçou reagir se os Estados Unidos e o Reino Unido prorrogarem o prazo para concluir a retirada de suas tropas do Afeganistão. A declaração chega poucos dias depois de o presidente dos EUA, Joe Biden, ter dito que os militares podem seguir em território afegão além de 31 de agosto para terminar a evacuação de americanos e refugiados. “Haverá consequências se os EUA ou o Reino Unido tentarem ganhar tempo para continuar as evacuações do Afeganistão”, declarou Suhail Shaheen, um dos porta-vozes do Talibã, em entrevista à emissora britânica Sky News.


O Afeganistão não tem de ser pressionado pela comunidade internacional, defende o Partido Comunista da China (PCC). “A situação no Afeganistão, onde o Talibã retomou o poder 20 anos depois de ser deposto por uma invasão dos Estados Unidos, continua instável e incerta”, declarou Wang Wi, ministro das Relações Exteriores da China, na quinta-feira 19. “A comunidade internacional deveria incentivá-lo e guiá-lo em uma direção positiva, em vez de aplicar pressão”, acrescentou o chanceler a serviço do PCC.

Após a queda do governo do Afeganistão para o Talibã, a porta-voz do regime chinês, Hua Chunying, afirmou que seu país “respeita o direito do povo de decidir seu próprio destino e futuro e deseja seguir mantendo relações amistosas e de cooperação com o Afeganistão”. 

A retirada descoordenada de tropas militares norte-americanas fragilizaram o país, deixando-o exposto à ação de extremistas. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse não se arrepender das estratégias que delineou. (Mídia Bahia)


Após o Talibã assumir o controle do Afeganistão, vídeos registrados na região mostram situações extremas nas quais mães e pais jogam seus filhos por cima do arame farpado no aeroporto de Cabul para que os militares estrangeiros retirem eles do país. As imagens divulgadas nesta quinta-feira (19), revelam crianças e bebês sendo passados de mão em mão em uma multidão do lado de fora do aeroporto, onde milhares de pessoas tentam fugir, para chegar até um grupo de soldados britânicos.


Uma criança hindu de 8 anos está sendo mantida sob medida protetiva da polícia do Paquistão após ter sido presa pelo crime de blasfêmia. O menino é acusado de urinar em um tapete na biblioteca de uma escola religiosa no mês passado. O caso viralizou nas redes sociais e uma multidão depredou um templo hindu em resposta.