Pelegrino se diz ‘simpático’ a medida que restringe verba de São João para artistas locais

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O governo de Pernambuco divulgou, nesta semana, que as atrações contratadas para o São João com dinheiro do Estado deverão ser artistas locais ou que vivam no território há pelo menos seis meses. A medida só não valerá para as cidades de Caruaru e Arcoverde, locais que recebem a maior quantidade de turistas no período, o que fará com que a proporção seja próxima a 70% do orçamento para artistas locais. E parece que a Bahia segue pelo mesmo caminho.

Em maio deste ano, artistas de música regional baiana participaram de uma reunião da Assembleia Legislativa (AL-BA) para discutir um projeto de lei que definirá cotas para participações nos festejos juninos. “A maior festa da Bahia não é o Carnaval, que ocorre só em Salvador, é o São João, que acontece nos 417 municípios. Esse é um projeto muito importante, pois precisamos priorizar as bandas do interior e da capital”, defendeu o presidente da Casa, Marcelo Nilo, à época. O secretário de Turismo da Bahia, Nelson Pelegrino, concorda. Ao Bahia Notícias, ele explicou que não seria possível que a restrição valesse para este ano, mas disse gostar da ideia.

“Esse ano a dinâmica já está muito avançada, mas talvez nos próximos nós consigamos implantar. Nós somos simpáticos a essa medida. Talvez não nessa proporção (70-30), mas próximo a isso”, confessou. Segundo ele, o secretário de Cultura, Jorge Portugal, concorda que o texto é “razoável” e este ano já serão adotadas algumas indicações que privilegie artistas baianos. “Este ano nós teremos no Pelourinho só pé-de-serra tradicional, no terreiro e nas praças, e estamos estimulando a contratação de forrozeiros no interior”, contou. Pelegrino diz não saber ainda se o orçamento do São João será impactado pela crise econômica brasileira, mas garante que o governo está fazendo um levantamento e buscando investimentos com os parceiros para garantir a festa no estado, além de novas propostas. “Nós temos um projeto de São João no Parque (de Exposições). Estamos com muitos problemas este ano, ficou muito em cima, mas pro ano que vem eu acho que a gente tem condições de fazer”, avaliou. (BN)


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