RAINHA NACIONAL DO ARROZ FALA DA ALTA DO GRÃO E LAMENTA EXTINÇÃO DO CONCURSO: ‘NÃO GANHEI NEM UM PACOTE´

A alta no preço do arroz, que em alguns lugares já está custando R$ 40 o pacote de cinco quilos, deixou o país em alerta. Mas bem antes do grão virar manchete, a população de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, já tinha outra preocupação: a Feira Nacional do Arroz (Fenarroz) não terá mais uma rainha, e Eduarda Prade, eleita em 2018, foi a última a receber a coroa da dinastia das soberanas, como são chamadas. Ou seja, não sobrou nem para o arroz de festa.

O evento, o maior do setor em todo o país, acontece a cada dois anos no município que já foi o maior produtor de arroz no Brasil. Hoje, ocupa o 12º para tristeza de Eduarda. Não, ela não é uma produtora agrícola. Longe disso. Aos 21 anos, está estudando Arquitetura e Urbanismo. Como última detentora do título de Rainha do Arroz, no entanto, uma tristeza. “Estudei bastante quando concorri. Toda a história da minha cidade e o vínculo com a produção. O arroz tem fundamental importância para nós. Muitos habitantes vivem do plantio e as rainhas prestavam um papel de divulgar tudo isso e resgatar a tradição”, explica a bela gaúcha.

Eduarda Prade: a última Rainha Nacional do Arroz

(EXTRA)


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