Uma pedra no meio do caminho de Angelo Coronel

A corrida eleitoral de 2018 está ficando marcada com o afastamento temporário de candidatos da campanha. Nesta quarta-feira (12) foi a vez do candidato ao Senado pelo PSD, Angelo Coronel, ser surpreendido com o diagnóstico de colecistite aguda. O nome, como de muitos problemas de saúde, não é bonito. Porém a pedra na vesícula foi apenas um susto. De acordo com o padrinho político dele, Otto Alencar, a cirurgia aconteceu sem surpresas e Coronel seguirá na campanha. Após o procedimento cirúrgico, a previsão é de que o deputado estadual tenha alta médica ainda nesta quinta. E o afastamento do corpo-a-corpo durará, no máximo, cinco dias. Para alguém que está em plena campanha eleitoral, o prejuízo poderia ser maior. Em um primeiro momento, o próprio Coronel indicou que a distância do dia-a-dia poderia durar até oito dias. Nesse sentido, o candidato ao Senado não pode reclamar da sorte: estará recuperado a tempo de correr muito chão até que as urnas se abram, no dia 7 de outubro. E, até o momento, Coronel tem realmente que correr contra o tempo, ainda que seja o candidato com melhor estrutura partidária na disputa pelo Senado em 2018 – maior até do que a do ex-governador Jaques Wagner, diante da capilaridade conquistada pelo PSD ao longo dos últimos anos. Nas únicas pesquisas registradas na Justiça Eleitoral, o presidente da Assembleia Legislativa não aparece com pontuações expressivas. No entanto, em conversas reservadas, ele mantém o otimismo.

O social-democrata foi alçado à condição de candidato em 2018 após o governador Rui Costa (PT) preterir a candidatura à reeleição da senadora Lídice da Mata. Coronel tinha o desafio de conquistar o voto da esquerda-raiz, que tenderia a ficar resistente a votar com um representante de centro com flertes com a oposição, como se viu na eleição para a direção do Legislativo baiano. Pelas declarações de boa parte dos aliados, essa resistência foi quebrada e a ideia de time de Lula, Rui e Wagner grudou, com a massiva propaganda eleitoral nesse tom e também pela construção narrativa dos atores do processo político na Bahia. Ainda assim, o mar não está para calmaria. Um grupo de integrantes do PSB, por exemplo, rechaça o apoio a Coronel e cria certo atrito no grupo. Nada impossível de contornar, porém não deixa de criar uma repercussão negativa para a candidatura dele ao Senado. Situação que poderia ser contornada no passado, mas que deixou essa pedra no sapato ao longo da campanha. O PSD é um trunfo de Coronel, tanto quanto a tradição da Bahia em eleger os senadores que participam da chapa do governador eleito. O presidente da Assembleia tem ventos soprando a favor e o cavalo está passando selado, para aproveitar o comentário de Marcelo Nilo, que ficou desafeto político dele. Se souber aproveitar, não haverá pedra a tirá-lo do caminho. (Fonte:Bahia Notícias/Foto:Rádio Líder FM-Laje)


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